‘Nildete Milho Verde’ é agraciada com o Título de Cidadã Jequieense

por Comunicação publicado 08/04/2024 20h50, última modificação 09/04/2024 05h43

O 8 de abril de 2024 fica marcado na vida de Nildete Batista Santos, conhecida como ‘Nildete Milho Verde’, como uma das datas mais significativas de sua trajetória. Ela foi homenageada pela Câmara Municipal de Jequié com o Título de Cidadania Jequieense, a partir de uma iniciativa do vereador Gilvan Souza Santana (Soldado Gilvan). 

Trata-se do reconhecimento a sua forte ligação com a cidade, a ponto de muitas pessoas acharem que ela é natural de Jequié, conforme destacou o autor do Projeto de Decreto Legislativo. 

A solenidade de entrega da honraria reuniu familiares, amigos e muitos convidados da homenageada, entre eles o promotor de Justiça, Maurício Cavalcante. "Justa homenagem a essa mulher íntegra, guerreira, que tão bem representa a força da mulher jequieense", observou Soldado Gilvan.   

Em seu discurso, a homenageada disse que esperava por essa honraria, dado ao seu vinculo da cidade. Ela reside em Jequié faz 44 anos.   

QUEM É
Nildete Batista Santos, nasceu no dia 8 de abril de 1965, na zona rural de Manoel Vitorino, sendo filha de Lindaura e José Manoel dos Santos. Com apenas 12 anos de idade saiu da casa dos seus pais para trabalhar como doméstica sem ter nem direito de estudar, pois sendo a segunda filha mais velha, tinha que ajudar sua mãe e seus 13 irmãos. 

JEQUIÉ
Em 1982 conseguiu matricula no antigo Colégio IERP, onde estudou até a quinta série. Já em 1984, casou-se com Antônio Pedro de Almeida Peixoto, com quem tem dois filhos: Lilian e Leandro Batista Peixoto. 

Nildete se diz muito grata aos cidadãos Ewerton Almeida (Tom Legal) e a Luiz Amaral, que deram a ela a oportunidade de fornecer milho e pamonha em eventos políticos, situação que lhe rendou condições de superar as mais difíceis dificuldades que enfrentava naquele momento. 

Em 1986, já em um ponto fixo na Praça Rui Barbosa, Hildete começou a empreender de verdade. Nesse mesmo ano, deu-se início a uma nova história. Sepearada do primeiro marido, casou-se desta vez Antônio Nunes da Silva, um funcionário público, que não queria que ela trabalhasse à noite. Foi quando surgiu em sua vida a senhora Marina da família Borges e disse que iria fazer um forró e a chamou para oferecer seus produtos, a história continuou com as entregas dos produtos ao Forró da Margarida. 

Os filhos estão casados e lhe deram três netos: Lívia, Leonan e Lavínia, todos formados, e ela continua com a produção de produtos de milho. 

Em 2016, perdeu mãe e pai. Doente, o esposo ficou completamente dependente dela. No ano seguinte, saiu da Praça para cuidar do companheiro. O único carro que tinha para trabalhar teve que vender para pagar os funcionários. 

Até que em dezembro de 2021 ela conseguiu comprar um carro, que lhe servia para levar o esposo ao médico e fazer as viagens. Veio a inspiração de plotar o veículo e saiu pelas ruas levando seus produtos aos clientes, usando uma caixa de som e apareceu novamente a Nildete Milho Verde empreendedora. 

O ponto em frente ao Bradesco também tem uma história em particular. Certa vez, o veículo ficou sem gasolina, justamente na porta do banco, na Rua Alves Pereira. Ali mesmo ligou a caixinha de som e o sucesso de vendas e o prazer em atender a todos com carinho continuam até os dias atuais, sempre das 18 às 20 horas. 

Viúva desde agosto do ano passado, continua na lida e recebendo sempre o reconhecimento da comunidade jequieense.